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Os perigos de ser uma empresa “Deixa a vida me levar”

planejamento estratégico de uma empresa

Nós muito falamos de o quanto o planejamento estratégico de uma empresa é importante. Neste mês, a BCF Estratégia e Tecnologia – Consultoria de resultados práticos disponibilizou um excelente conteúdo sobre as características de uma empresa que funciona sem qualquer tipo de Planejamento Estratégico e os riscos de assumir esta postura.

Nós lemos e gostamos muito! Mostra, mais uma vez, que o planejamento estratégico de uma empresa é parte fundamental de seu sucesso!

Contando com a permissão da equipe deles, resolvemos disponibilizar este mesmo conteúdo também aqui no Blog da Scopi para falarmos sobre quais as consequências que podem ter empresas do tipo “Deixa a vida me levar”.

Tudo isso para relembrar você da importância que tem o planejamento estratégico de uma empresa.

Segue abaixo:

“Apesar do excesso de oferta de produtos e serviços, do acirramento da concorrência, da escassez de (bons) clientes, da complexidade e dinamicidade dos mercados, da volatilidade da economia brasileira, da dificuldade de captar, formar e capacitar mão de obra qualificada, ainda existem empresas do tipo ‘Deixa a vida me levar’.

As empresas ‘Deixa a vida me levar’ são mais comuns do que imaginamos, estão espalhadas por aí, presentes em todos os mercados, em todo e qualquer lugar do mundo.

Estas empresas, claramente, colocam seu futuro nas mãos da sorte (ou do azar, né?), não sabem o que buscam nem aonde querem chegar. Sorte dos concorrentes que têm uma empresa desta como rival, não é mesmo?

Abaixo, elencamos as 6 características mais impactantes destas empresas e alertamos os perigos existentes:

1 – Não possuem foco nem disciplina e mudam de direcionamento constantemente

Ao falarmos de estratégia, lembramos da definição de Porter: Estratégia é escolha! E toda escolha significa dizer “sim” para algumas coisas e ‘não’ para outras. As empresas ‘Deixa a vida me levar’ não conseguem aplicar este conceito na prática, pois querem oferecer tudo, para todo mundo, em todo o lugar.

É como criança no supermercado: quer tudo aquilo que vê! Não há disciplina para determinar um direcionamento firme e segui-lo. Continuando nas analogias musicais, são ‘como uma onda no mar’…

2 – Copiam tudo de todo mundo

Ser seguidor não é problema, é uma estratégia válida e que gera resultados. Mas, para se destacar no mercado, algo diferente a sua empresa precisa fazer.

As empresas “Deixa a vida me levar” sempre estão olhando para a grama do vizinho que parece mais verde e não conseguem foco nem tempo suficientes para desenvolver atributos diferenciadores em suas ofertas. E o mais preocupante é que o cliente percebe isso!

3 – Focam em vendas e receitas

Este aspecto é essencial! Foco em vender, vender, vender! Estas empresas adoram vender, adoram gerar receitas, mas a que custo? Qual a margem? Quanto sobra lá na última linha? Qual o lucro final?

Ao fazer estas perguntas, é como falar grego.

Nas empresas “Deixa a vida me levar” não há preocupação com o lucro das vendas, o que interessa é que o volume seja cada vez maior. E, obviamente, considera-se e remunera-se como melhor vendedor não o mais lucrativo, mas o de maior volume.

E isto acarreta no tópico abaixo: a desmotivação das pessoas e a desmoralização da meritocracia.

4 – Possuem alta rotatividade e desmotivação dos funcionários

A falta de direcionamento estratégico, a constante mudança de foco, a falta de criatividade e a ênfase em volume e não em lucratividade faz com que os funcionários não queiram ficar na empresa.

E aqueles que permanecem se arrastam para realizar qualquer tipo de tarefa, estão desengajados ou, até mesmo, ativamente desengajados. Isto é, reclamam, boicotam, fazem fofocas.

E, obviamente, o ciclo vicioso já entrou em funcionamento.

5 – Trabalham em silos

Ah, o famoso trabalho em silos não poderia ficar de fora!

Nestas empresas, cada setor é como se fosse uma empresa separada, sem qualquer objetivo comum com os demais setores, sem interligação, sem sinergia, mas com muito RETRABALHO!

É como se, num time de futebol, os jogadores do mesmo time não trocassem passes entre si, apenas chutassem a bola para cima, na esperança de que a bola caia no pé do centroavante para este marcar o gol… Não tem como sair gol assim, tem?

6 – Desconhecem o cliente

Por fim, temos de destacar o desconhecimento do cliente. Nestas empresas, o cliente, que é a peça mais importante do jogo, aquele que compra e consome os produtos, que gera receitas e lucros é APENAS “o cliente”.

Em decorrência da falta de estratégia, o cliente-alvo da empresa é:

  • homem ou mulher de 1 a 99 anos,
  • morador de qualquer região,
  • com renda mensal entre um e cem salários mínimos,
  • casado (com ou sem filhos) ou solteiro,
  • compra frequentemente ou não…

A ilustração é hiperbólica, mas o ponto é que as equipes (operacionais e gerenciais!) não se interessam em conhecer o cliente, não visitam, não vão a campo.

E, sim, o cliente percebe isso! E, sim, sempre tem algum concorrente que conhece melhor este cliente!

Qual é o caminho?

O caminho para reverter este cenário negativo é longo, mas tem início na construção de uma Estratégia e de um Planejamento Estratégico voltado para ação e para resultados…

“Construir uma estratégia não é alcançar a perfeição; é reduzir as chances de erro”. Roger Martin.

Mas não se engane!

Ter uma estratégia, nos dias de hoje, não garante a vitória nem a efetivação de vantagens competitivas; é apenas o custo para competir, ou seja, é condição necessária para sobreviver no mercado e reduzir as chances de ser derrotado.

Com uma estratégia, a vitória é possível. Sem uma estratégia, a derrota é certa; é como ir para uma guerra sem saber atirar, sem conhecer o campo de batalha, sem saber quem é o inimigo e sem saber por qual motivo se está lutando!!!

E lembre-se de que a estratégia construída deve ser constantemente monitorada por indicadores e metas e revista, pelo menos, trimestralmente, dado que os cenários mudam, os concorrentes se movimentam e as condições de mercado já não são mais as mesmas de quando a estratégia foi concebida.

Fica claro que a estratégia perfeita não nasce pronta, ela vai sendo construída e melhorada ao longo do tempo, na forma de processo…

Planejamento Estratégico não é Evento, é PROCESSO! Construa uma estratégia, dê um direcionamento claro de futuro e incentive o Pensamento e o Planejamento Estratégico!

Não deixe que sua empresa seja do tipo “Deixa a vida me levar” ou há grande probabilidade de que “a vida” a leve para o fracasso!

Espero que você tenha gostado do texto do pessoal da BCF Estratégia e Tecnologia tanto quanto eu gostei! Espero que você tenha aprendido mais sobre a importância que tem o Planejamento Estratégico de uma empresa.


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Redação Scopi
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